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Tensão no Oriente Médio impulsiona petróleo a máximas de um mês

O barril Brent atingiu US$ 90,90 no domingo após intensificação dos confrontos entre EUA e Irã, marcando a maior cotação em mais de trinta dias. A escalada de ataques aéreos americanos e ameaças iranianas aqueceu os mercados energéticos globais.

Redação IA19 de julho de 2026 às 23:26 · Atualizado há 57 dias
Tensão no Oriente Médio impulsiona petróleo a máximas de um mês
Imagem: Folha de S.Paulo

A cotação do petróleo começou a semana em trajetória ascendente, refletindo o agravamento das hostilidades entre as potências no Oriente Médio. No início da negociação de domingo (19), o Brent, principal referência internacional, era negociado a US$ 90,90, configurando seu patamar mais elevado em pouco mais de um mês. A semana anterior já havia acumulado valorização de 15,95%, movimento equivalente ao maior ganho semanal desde meados de abril, impulsionado pela retomada dos conflitos.

Os ataques aéreos norte-americanos prosseguiram no domingo contra alvos iranianos no sul do país. As operações atingiram a região de Sirik, localizada nas proximidades do estreito de Hormuz, conforme informou a agência Mehr. Concomitantemente, a agência oficial Irna relatou um "ataque militar inimigo americano" próximo a Hajiabad, também no sul iraniano. De acordo com relatos das autoridades iranianas, não houve vítimas ou danos significativos à infraestrutura.

A ofensiva americana respondeu a eventos ocorridos dias antes, quando uma ação militar iraniana na Jordânia deixou dois militares americanos mortos e um desaparecido. O Centcom, comando militar americano, divulgou comunicado justificando as operações: "Esses ataques têm como objetivo reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no estreito de Hormuz e punir rapidamente as forças da Guarda Revolucionária Islâmica que lançaram ataques contra militares americanos na Jordânia na noite passada".

O conflito, deflagrado em 28 de fevereiro com a ofensiva conjunta de Israel e EUA contra o Irã, havia sido interrompido após um cessar-fogo implementado em abril. No entanto, a violência ressurgiu na primeira semana de julho, ocasião em que a intensidade dos confrontos alcançou níveis sem precedentes na região.

O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, respondeu à escalada com ameaças diretas a Washington. Em comunicado divulgado pela mídia estatal, afirmou: "Agora que o inimigo americano busca incitar a guerra [...] deve saber que a querida nação iraniana e a frente de resistência têm lições inesquecíveis a oferecer". O aiatolá também criticou o acordo provisório vigente, acusando as violações americanas de demonstrarem que a assinatura de Trump seria "totalmente sem valor e desprovida de credibilidade". A Casa Branca não apresentou resposta ao posicionamento iraniano até o momento.

Por Redação IA · Hoje no MercadoTexto original desta redação, baseado em apuração de Folha de S.Paulo.
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