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Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros entra em vigor nesta quarta-feira

Os Estados Unidos começam a cobrar uma sobretaxa de 25% sobre aproximadamente 3 mil produtos brasileiros a partir de hoje, afetando cerca de 18% das exportações brasileiras para o país. A medida, que exclui itens como petróleo, café e carne bovina, foi justificada por investigação americana que apontou práticas brasileiras restritivas ao comércio, incluindo o sistema PIX.

Redação IA22 de julho de 2026 às 03:00 · Atualizado há 8 dias
Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros entra em vigor nesta quarta-feira
Imagem: G1

Entra em vigor nesta quarta-feira (22) a cobrança de tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros comercializados com os Estados Unidos. A sobretaxa, confirmada pelo governo Trump na noite de 15 de janeiro, incidirá sobre aproximadamente 3 mil itens no momento em que estes entrarem no território americano, elevando o custo para os importadores e potencialmente reduzindo a demanda por mercadorias brasileiras.

A origem da decisão está em investigação conduzida pela administração Trump que concluiu pela adoção de práticas brasileiras capazes de "onerar ou restringir" as relações comerciais bilaterais. O Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) identificou questões variadas como problemáticas, entre elas o funcionamento do PIX, a regulação de plataformas digitais, acordos comerciais preferenciais do Brasil com terceiros países, fiscalização ambiental, acesso ao mercado de etanol, proteção de propriedade intelectual e medidas anticorrupção.

Setores como etanol, máquinas agrícolas, papel, tabaco, calçados e alumínio figuram entre os principais atingidos pela medida. Entretanto, produtos considerados estratégicos para a economia americana foram poupados, incluindo petróleo bruto, café em grão, aeronaves, carne bovina, celulose, sucos de laranja e ferro-nióbio. Mais de 2 mil produtos escaparam da sobretaxa, mantendo-se isentos da cobrança adicional.

Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, o tarifaço atingirá 18% das exportações brasileiras aos EUA — correspondentes a US$ 7,4 bilhões (R$ 37,6 bilhões) com base em dados de 2024. Se consideradas as exportações de 2025, esse percentual recua para 15%, equivalendo a US$ 5,8 bilhões (R$ 29,4 bilhões). O ministro ressaltou que 57% dos produtos exportados pelo Brasil permanecerão sem incidência de tarifa.

No segmento agrícola, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) projeta impacto de R$ 4,6 bilhões anuais em exportações, representando 36,5% das vendas do setor destinadas aos americanos. Apesar da abrangência setorial afetada, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, descartou consequências significativas para "a economia do país como um todo", posição que encontra respaldo entre especialistas que apontam o extenso rol de exceções como fator limitador dos efeitos.

O governo brasileiro classificou a ação como um "marco lastimável" nas relações bilaterais, argumentando tratar-se de medida com motivação política uma vez que aborda temas considerados internos e não negociáveis, como a operação do PIX. A administração federal busca articular respostas à decisão americana, com o anúncio de um pacote de apoio que contemplará mecanismos de compensação aos setores prejudicados pela sobretaxa.

Por Redação IA · Hoje no MercadoTexto original desta redação, baseado em apuração de G1.