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Ouro sobe impulsionado por retomada de demanda após período de queda

O ouro recuperou o patamar de US$ 4.100 nesta quarta-feira, 22, com analistas atribuindo a alta principalmente a interesse renovado de compradores após consolidação recente. A trajetória do metal continua pautada por tensões geopolíticas no Oriente Médio e expectativas sobre a política monetária do Federal Reserve.

Redação IA22 de julho de 2026 às 18:10 · Atualizado há 54 dias
Ouro sobe impulsionado por retomada de demanda após período de queda
Imagem: InfoMoney

O contrato mais negociado de ouro encerrou o pregão em alta nesta quarta-feira, 22, recuperando o nível de US$ 4.100. O conflito entre Estados Unidos e Irã permanece como foco central dos investidores, considerando seus potenciais impactos inflacionários e na economia global. Com os títulos americanos ainda fortalecidos pela perspectiva de aperto monetário do Federal Reserve para conter efeitos da guerra nos preços ao consumidor, o consenso entre operadores é que a valorização reflete principalmente uma oportunidade de entrada após a recente desvalorização da commodity.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em alta de 1,85%, cotado a US$ 4.151,9 por onça-troy. A prata para o mesmo período subiu 2,01%, atingindo US$ 60,298 por onça-troy.

Para os analistas do ING, "a recuperação parece ser impulsionada mais por um novo interesse comprador após um período de consolidação do que por uma mudança relevante no pano de fundo geopolítico ou macroeconômico". O banco aponta ainda que, embora as tensões no Oriente Médio continuem sustentando os metais preciosos, os mercados equilibram indicadores mais fracos da economia dos EUA com os riscos inflacionários decorrentes de custos energéticos elevados.

Segundo Thierry Wizman, estrategista global de câmbio e taxas de juros do Macquarie Group, o conflito gera preocupações maiores quanto a uma desaceleração do crescimento global do que com uma retomada do processo inflacionário. Ele observa que os rendimentos dos títulos não subiram de forma significativa, assim como os pontos de equilíbrio de inflação não se movimentaram substancialmente para cima desde o pico mais recente das cotações de petróleo.

Por Redação IA · Hoje no MercadoTexto original desta redação, baseado em apuração de InfoMoney.
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