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Investigação da Fundação Gates descarta pagamentos e crimes ligados a Epstein

Apuração externa contratada pela Fundação Gates conclui que a instituição não realizou transferências de recursos nem participou de atividades criminosas envolvendo o financista Jeffrey Epstein, embora tenha mantido contatos entre 2011 e 2014.

Redação IA21 de julho de 2026 às 23:10 · Atualizado há 55 dias
Investigação da Fundação Gates descarta pagamentos e crimes ligados a Epstein
Imagem: Folha de S.Paulo

A Fundação Gates divulgou na terça-feira (21 de julho de 2026) os resultados de uma investigação externa que examinou sua ligação com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. Segundo comunicado da organização filantrópica, a apuração não encontrou registros de que Epstein tenha recebido recursos da fundação, nem identificou envolvimento ou conhecimento prévio sobre operações de tráfico sexual ou outras atividades ilícitas do financista.

O escritório de advocacia WilmerHale foi responsável pela condução da investigação, que teve início em março deste ano. O processo incluiu mais de 50 entrevistas com funcionários atuais e antigos da fundação, além de análise detalhada de documentação. A apuração mapeou dois principais pontos de contato entre a instituição e Epstein durante o período de 2011 a 2014: uma proposta de fundo orientado por doadores e a organização sem fins lucrativos Instituto Internacional da Paz, para o qual a fundação forneceu financiamento voltado à erradicação da poliomielite.

Apesar dos achados que exoneram a fundação de envolvimento em atividades criminosas, a revisão constatou que Bill Gates e outros líderes seniores receberam sucessivos alertas de colaboradores sobre os riscos de manter relacionamento com Epstein, cujo histórico de condenações por crimes sexuais contra menores era anterior aos contatos com a instituição. Gates negou repetidamente qualquer envolvimento com vítimas de abuso e afirmou nunca ter presenciado conduta criminosa do financista, ressaltando seu arrependimento por qualquer associação com ele.

Em resposta, a Fundação Gates implementou alterações em seus processos de governança. As mudanças incluem a criação de avaliação centralizada para possíveis parceiros de financiamento, integrantes da liderança sênior ou conselheiros relacionados a Gates, além de mecanismos para identificar riscos em projetos propostos por essas pessoas, com escalação obrigatória ao diretor-executivo quando necessário.

A questão ganhou novo destaque após divulgação de correspondências entre Epstein e a equipe da fundação pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em janeiro. Recentemente, o investidor Warren Buffett, amigo de longa data de Gates, retirou a Fundação Gates de sua doação anual de ações, descrevendo o relacionamento de Gates com Epstein como 'desagradável', embora tenha relativizado o episódio ao reconhecer a possibilidade de erros similares na seleção de associados.

Por Redação IA · Hoje no MercadoTexto original desta redação, baseado em apuração de Folha de S.Paulo.