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Espanha conquista bicampeonato em Copa histórica marcada por despedidas e surpresas

A Espanha venceu a final contra a Argentina por 1 a 0 e se tornou bicampeã da Copa do Mundo 2026, a maior edição da história com 48 seleções em três países-sede. O torneio foi marcado pelas aposentadorias de craques como Messi e Cristiano Ronaldo, além de atuações surpreendentes de seleções como Paraguai e Cabo Verde.

Redação IA20 de julho de 2026 às 00:00 · Atualizado há 57 dias
Espanha conquista bicampeonato em Copa histórica marcada por despedidas e surpresas
Imagem: InfoMoney

O torneio de futebol chegou ao seu desfecho no domingo (19) com a consagração da Espanha no confronto decisivo. Após mais de um mês de competição, o encerramento deixa saudade nos apaixonados que acompanharam cada etapa do campeonato.

A edição de 2026 entrou para a história como a maior realizada até agora, reunindo 48 seleções participantes. Essa mudança de formato implicou na inclusão de novas fases eliminatórias, como os 16-avos de final, e marcou a primeira vez que três nações dividiram o status de anfitriãs.

A final vivenciou um espetáculo tático com predomínio evidente da seleção espanhola, porém repleto de tensão que se estendeu até a prorrogação. O placar de 1 a 0 coroou os ibéricos como bicampeões da competição.

Dois dos maiores nomes do futebol mundial encerraram suas trajetórias nas Copas durante esta edição. Lionel Messi retornou aos 39 anos após declarar aposentadoria em 2022, quando conquistou o título com a Argentina no Catar. Nesta final, realizou seu último compromisso em um Mundial, deixando para trás um legado de recordes e performances memoráveis.

Cristiano Ronaldo, com 41 anos, encerrou sua participação em Copas do Mundo de forma emocionada após Portugal ser eliminado pela Espanha. O atleta que conquistou cinco prêmios individuais como melhor do mundo nunca levantou o troféu máximo, sendo o único a marcar gols em seis edições diferentes do torneio. Em sua despedida, afirmou que saía com tristeza, mas reconheceu ter oferecido sua melhor versão.

Neymar, figura central nas campanhas recentes do Brasil, comunicou que encerrava sua participação em futuras Copas. Aos 34 anos, o jogador enfrentou limitações físicas que o mantiveram afastado do gramado durante praticamente toda a campanha brasileira nesta edição.

O meia croata Luka Modric, o goleiro alemão Manuel Neuer e o arqueiro mexicano Guillermo Ochoa também marcaram suas despedidas das Copas em 2026, todos na casa dos 40 anos de idade.

Antes da competição, França e Espanha — ocupantes das 1ª e 3ª posições no ranking mundial — eram apontadas como favoritas, mantendo essa condição até as semifinais, quando precisaram se defrontar.

Porém, as surpresas compõem a essência de todo torneio desse porte. O Paraguai protagonizou um feito memorável ao eliminar a tradicional Alemanha ainda na primeira fase de mata-mata.

A África do Sul alcançou a fase de grupos pela primeira vez em sua história participando do Mundial. O Egito apresentou desempenho impressionante ao avançar até as oitavas e oferecer resistência à Argentina, campeã na edição anterior. Enquanto isso, o Marrocos repetiu sua presença entre os competidores mais fortes, embora com campanha aquém de seu desempenho em 2022.

Após 28 anos de ausência, a Noruega retornou em grande estilo, derrotando o Brasil e conquistando a quinta colocação geral após cair para a Inglaterra nas quartas de final. O retorno foi celebrado no país com eventos festivos especiais.

Já Alemanha e Holanda não ultrapassaram os 16-avos, enquanto o Brasil registrou seu pior desempenho desde 1990 ao parar nas oitavas. O Uruguai, bicampeão histórico, não resistiu aos conflitos internos e foi eliminado precocemente, cenário similar ao da Coreia do Sul, cujo desempenho gerou insatisfação generalizada em sua nação.

O confronto entre Argentina e Cabo Verde nos 16-avos demonstrou os perrengues pelos quais passam até favoritos. Os caboverdianos forçaram a prorrogação e criaram tensão considerável antes de a Argentina finalmente prevalecer. Ainda nesta partida, a Argentina sofreu o gol mais espetacular dessa fase segundo a Fifa, quando Sidny Cabral executou um chute perfeito de longa distância, acertando o ângulo com precisão.

Cabo Verde conquistou admiração global ao eliminar dois campeões mundiais — Espanha e Uruguai — na primeira fase e avançar ao mata-mata. Apesar da eliminação subsequente, a delegação retornou à sua nação com recepção de heróis. O goleiro Vozinha, veterano de 40 anos, transformou-se em celebridade nas redes sociais, simbolizando o sucesso inesperado da campanha.

Além das competições em campo, esta Copa ficou marcada pela criatividade das torcidas. Os noruegueses impressionaram com sua característica remada viking efetuada nas arquibancadas, até mesmo na Times Square, ritual que se repetia após cada vitória de sua seleção.

Os ingleses proporcionaram momentos memoráveis ao entoar 'Wonderwall' do Oasis após cada partida, com torcida e jogadores unidos na celebração. O hino dos Beatles 'Hey Jude' também ecoou pelos estádios, dedicado a Jude Bellingham.

O México, o mais tradicional em futebol entre os três países-sede, ofereceu um espetáculo de festividade e alegria que harmonizou sua herança desportiva com a cultura latina, criando cenas inesquecíveis de celebração.

Um episódio particularmente curioso para os brasileiros envolveu o economista alemão Joachim Klement, que desenvolveu um modelo preditivo para o resultado do torneio com acertos nas três edições anteriores. Seu modelo de 2026 apontava o Brasil sendo eliminado pelo Japão e a Holanda como grande vencedora — previsões que não se confirmaram.

Por Redação IA · Hoje no MercadoTexto original desta redação, baseado em apuração de InfoMoney.