Boeing prioriza aumento de produção em vez de buscar novos pedidos
Líder da divisão de aviões comerciais da Boeing declara que o foco da empresa está em ampliar a capacidade produtiva e melhorar a qualidade das aeronaves, não em anunciar novas encomendas. Com uma carteira de pedidos robusta, a fabricante concentra-se em ouvir clientes e fornecedores durante o Farnborough Airshow.
Durante coletiva de imprensa no domingo no Farnborough Airshow, Stephanie Pope, executiva responsável pela unidade de aviões comerciais da Boeing, deixou clara a estratégia atual do fabricante: expandir e melhorar a capacidade produtiva sem necessariamente focar na divulgação de novas ordens.
Segundo Pope, a Boeing não enfrenta dificuldades quanto à procura por seus produtos. "A carteira de pedidos está incrivelmente forte. A demanda não é o nosso problema. Se anunciarmos alguns pedidos ao longo do caminho, comemoraremos com nossos clientes, desde que eles queiram fazer isso", afirmou a executiva.
No encontro bienal de executivos da indústria aeronáutica em Londres, a empresa estabeleceu como meta principal estabelecer diálogos diretos com clientes e fornecedores. "Vamos entender quais são os desafios deles e, em seguida, vamos atualizá-los sobre nossos produtos", explicou Pope.
A estratégia de intensificar a produção ganha relevância especialmente no segmento do 737 Max, modelo que demanda por uma nova linha de fabricação. Apesar disso, o número de encomendas do 737 Max ainda permanece inferior ao da rival europeia Airbus no segmento de aeronaves de um corredor.
Para a Boeing, expandir a capacidade produtiva é essencial tanto para fortalecer sua posição competitiva frente à Airbus quanto para equilibrar as contas da empresa. A fabricante carrega uma dívida líquida de US$26 bilhões, e o aumento de produção do 737 — que concentra a maior parte da receita da divisão comercial — é fundamental para reduzir esse passivo.
